Domingo, 6 de Outubro de 2013

A poveira

 
 
 
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A poveira

Não sou filha de marinheiro
mas, sinto a marezia em mim...
Sou filha do vento
levando esta revolta
dos mal amados, dos incompreendidos,
de onda em onda, de maré em maré,
deixo-me navegar em alto mar;
Observando-te com olhar matreiro
como se de ti quizesse fugir...
Como se contigo,
senti-se a vontade de brincar
em teu corpo, sinto-me moldar
e por fim em ti me deitar
 lindo mar
serei...
 Sereia,  sem canto, sem magia
despertando em tuas aguas
o sentir da minha paixão
deixar ouvir meu coração,
As nuvens de ilusão
envolvem-me
no meu gemer, tento soltar-me
desta solidão
que a lua, ilumina com seu olhar serena
de quem tudo sabe, tudo entende
as estrelas cintilantes fazem este quadro magico;
O ceu, o cobertor aconchegador
desta linda historia de amor,
entre ti mar e eu
vem ao meu encontro
que o tempo passa por nós
minha saudade é a tua voz
que me faz comever
e para ti escrever...




Alzira Macedo
(apoveira)


publicado por Alzira Macedo às 19:34
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11 comentários:
De sam a 8 de Outubro de 2013 às 01:10
Não tá fácil para ninguém, eu sei.



Fazendo uma coisa hoje que a muito muito tempo não fazia: traduzindo sentimentos em palavras. Devia estar acostumada já, sempre quando o mar de dentro se mostra agitado, já aviso: ondas fortes navegantes, bandeira vermelha! Antes de transbordar, é hora de escrever. Sempre tive isso, mania de tentar parecer forte e não incomodado com certas situações, besteira menosprezar aquilo que eu sinto, como se os outros fossem mais importantes e sentissem mais verdadeiramente as coisas do que eu, besteira. Ou apenas, vergonha. Não de demonstrar, mas de parecer bobo. Falei. É que é difícil falar, mostrar, demonstrar, desmascarar as coisas assim, sem saber a reacção das outras pessoas. Um eu te amo precipitado; Você é o melhor amigo do mundo; A melhor mãe do mundo; O melhor pai do mundo; Um irmão como poucos; É difícil falar. Eu SINTO a tua falta. Eu SINTO saudade. Dos beijos, do cheiro, dos abraços, da voz, das risadas, das mãos, dos olhos, da boca, até das brigas. Saudade de situações. S A U D A D E ! Em letras maiúsculas, negrito e sublinhado, com exclamação no final de intensidade , e saudade é aquele sentimento que a gente só confessa assim, escancaradamente, pra’quela poça de lagrimas que se forma no travesseiro, antes de dormir. Sinal de que aquilo que foi vivido valeu a pena, e marcou. Saudade é aquela vontade de querer de volta, de querer por perto, ontem, hoje, amanhã e sempre. Normal é sentir falta daquilo que foi bom, anormal é não sentir nada. Saudade.


De Alzira Macedo a 8 de Outubro de 2013 às 09:30
Nada é fácil na vida...
Sentimentos em palavras não é tradução fácil, mas deve-se tentar sempre...
Conheço essa mania de que ai falas nesse texto, senti e sinto essa mania de ser forte de ser eu o veleiro quem tem de aguentar em alto mar...
depois fazem com que me sinta impotente, com que minhas palavras não tenham valor, com que meu pensar seja absurdo, com que eu duvide de mim...
Remei e solto-me de todas as amarras na escrita...
É neste meu mundo que quero viver, que quero escrever e partilhar, mesmo que minhas palavras andem á deriva em alto mar, são minhas eternamente....
Espero que gostes desta minha ilha onde apenas as letras e os sentimentos tem rosto...


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